Serviços

O primeiro passo ao sofrer algum tipo de violência (física, psicológica ou emocional) é ligar para o 180 ou ir até uma delegacia da mulher e se nãohouver locais específicos, procurar uma delegacia comum. Nesses locais, as vítimas serão encaminhadas para Centros de Referência e Secretarias que poderão ajudar quem está em vulnerabilidade.

Atendimento à mulher – Como identificar a violência contra a mulher:

· Ter medo do homem com quem se convive.
· Ser agredida e humilhada.
· Sentir insegurança na sua própria casa.
· Ser obrigada a manter relações sexuais.
· Ter seus objetos e documentos destruídos ou escondidos.
· Ser intimidada com arma de fogo ou faca.
· Ser forçada a “retirar queixa”.

Nunca pense duas vezes: DENUNCIE! Utilize o 180.

telefoneis uteis

Fonte: Senado Federal

Conheça os principais pontos de ajuda para mulher:

Delegacia de Polícia para a Mulher

Rua Prof. Freitas e Castro, 2050, Porto Alegre – RS

Fone: (51) 3288-2172

Norma Técnica de padronização das DEAM’S aqui.

Conheça todas as Delegacias da Mulher no RS aqui.

Associação Cultural e Beneficente Ilê Mulher

Centro de Referência de Canoas

Rua Siqueira Campos, 321, Canoas/RS

Fone: 3464-0706

Themis – Assessoria Jurídica

Telefone: 51 3212-0104

Endereço: Rua dos Andradas nº 1137, sala 2205 – Centro, Porto Alegre

Email: themis@themis.org.br

ONG Coletivo Feminino Plural

Telefone:(51) 3221-5298

Endereço: Av. Sen. Salgado Filho, 28 – Centro Histórico, Porto Alegre

Centro de Referência da Mulher Vânia Araújo Machado*

Travessa Tuyuty, 10, esquina com Rua André Machado, no Centro de Porto Alegre/RS

Atendimento: segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h

Fone: Tele Lilás (0800-5410803)

*Crença, força e coragem: a história de Vânia Araújo Machado

Vânia Araújo Machado lutou duramente pelos direitos das mulheres e morreu vítima das imposições que o gênero sofre. A história dela serviu de exemplo para muitas pessoas e foi a inspiração para o nome do Centro Estadual de Referência da Mulher (CRM), que é coordenado pela Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos do Estado (SJDH) e presta atendimento às vítimas de violência doméstica.

Vânia se formou em Educação Física, era dançarina e professora de dança, feminista entusiasta, pedagoga e amava teatro. Em uma manifestação pelas ruas de Porto Alegre conheceu o homem com quem pretendia compartilhar a sua vida, Marcelo D’Elia Blanco.

O sonho de Vânia era ser mãe e após vários tratamentos de fertilização engravidou em 1999, aos 35 anos. Nesse mesmo ano, ela trabalhou na coordenação geral da Coordenadoria Estadual da Mulher, criada em 1999 pelo governo do Rio Grande do Sul. O casal era a favor do parto humanizado e Vânia foi acompanhada durante toda a gravidez pelo obstetra e ginecologista Ricardo Herbert Jones, considerado uma autoridade em partos desse tipo. Ela lutava muito a favor da necessidade de tornar o parto melhor para a mãe e o bebê, que em seu chá de fraldas convidou o médico para falar sobre parto humanizado para suas amigas.

Quando o sonho virou pesadelo

Doze de setembro era o dia em que ela se tornaria a mãe de Cauê. Ao dar entrada às 10h em um hospital de Porto Alegre, a dilatação na barriga de Vânia já estava completa. Ela estava acompanhada pelo marido, uma amiga que foi para gravar o parto e o médico, que permaneceu com a gestante o tempo inteiro. Entretanto, o bebê não nascia e não dava sinais de que iria conseguir sair da placenta. O pai de Cauê começou a ficar preocupado com a situação e às 14h10min o médico resolveu fazer uma cesárea. Não havia anestesista no hospital e tiveram de chamar um profissional de fora para ajudar no nascimento do bebê.

Quando terminou a cesariana, os médicos perceberam que Cauê estava sem batimentos cardíacos. A criança foi levada à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) onde ficou mais de um mês em estado vegetativo até falecer. Já Vânia passou por nove cirurgias e não resistiu aos transtornos da cesárea morrendo no dia cinco de outubro, 14 dias antes do filho.

O obstetra e ginecologista, que cuidou da gravidez dela, foi acusado de duplo homicídio pela morte da mãe e do bebê. Ricardo Herbert Jones cumpriu pena de dois anos e quatro meses de serviço comunitário e pagou a multa de 20 salários mínimos para a Associação Beneficente Fraterno Auxílio Cristão da Sagrada Família. Além de ser julgado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CREMERS) em 2003 e ser condenado a ficar 30 dias sem poder exercer a profissão.

Vânia Araújo Machado batalhou pela melhora nas condições do parto e pelo respeito à vida das mães e dos bebês. Ela se tornou símbolo da luta pela humanização do nascimento das crianças e é lembrada pela força e a coragem em defender o que acreditava.

 

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